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Cotidiano / Cayo César

Quem é Cayo César? Acadêmico de Fisioterapia pela UNIRB. Já foi assessor de comunicação na SEPLAG, SEMED e Prefeitura de Palmeira dos Índios, e já escreveu para vários meios de comunicação do estado.
19/04/2019 12:09:13
Populações indígenas ainda sofrem com o preconceito em Palmeira dos Índios
/ Reprodução

 Além da Sexta-feira santa, o dia também é dedicado à lembrança dos povos indígenas, comemorando-se o dia do Índio. A data foi instituída para lembrar a presença dos povos de origem indígena no país, um dos mais importantes traços da nossa formação como nação. Há muitos séculos atrás majoritária no território brasileiro, os povos indígenas hoje representam pouco mais de 3% da população, de acordo com dados do IBGE.

Em Alagoas, a cidade com maior prevalência de povos indígenas é Palmeira dos Índios, cujo próprio nome e origem se confunde com a história dos índios. Habitada em sua zona urbana e rural por indígenas de algumas etnias, os Kariri-Xocó hoje correspondem ao maior contingente, com cerca de 3 mil habitantes, de acordo com dados da FUNAI.

Atualmente, o governo reconhece oito reservas oficialmente demarcadas na cidade: Aldeia Capela, Mata da Cafurna, Cafurna, Coité, Boqueirão, Serra do Amaro, Fazenda Canto e Riacho Fundo. Os povos indígenas reclamam que o olhar da população sobre os índios ainda é estereotipado, aquém da situação real que é enfrentada por essas populações no dia a dia. Sonia Cristina é professora da Escola Indígena Estadual Balbino Ferreira, situada na Serra do Amaro, uma dessas áreas demarcadas.

Liderança indígena, Sonia reconhece a dificuldade que os índios tem em serem reconhecidos e valorizados por sua etnia. “Nossa cidade foi formada por povos indígenas e nós precisamos todos os dias estar lembrando isso. O povo indígena ainda sofre preconceito, e estamos no século 21”, ressaltou.

Sonia diz ainda que a população ainda tem uma visão errada sobre a condição de vida indígena. “Na cabeça de muita gente, os povos indígenas vivem muito bem por receber recursos do governo federal. Na realidade, isso não existe. São povos que sofrem por falta de recursos na área de saúde e educação. Por ter uma TV ou celular, as pessoas acham que estão fugindo da cultura deles, quando não é isso que acontece”, diz.

A professora reforça que, apesar de algumas das áreas existirem em regiões urbanizadas do município, a cultura indígena tem uma relação muito forte com suas raízes. “Eles tem um território que o governo federal deu, e as pessoas acham que eles podem acabar com as matas, plantar, e eles não fazem isso. Eles querem conservar a mata, porque pra eles há uma relação muito próxima entre o homem e a terra. E ele conserva a mata como sendo parte deles”, afirma.


Fonte: NN1

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