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Tia dentista / Karla Dayanna

Quem é Karla Dayanna? Karla Dayanna Tavares Cavalcante é formada em Odontologia pelo Centro Universitário CESMAC, em Maceió e especialista em Odontopediatria pela Associação Brasileira de Odontologia de Alagoas.
18/08/2016 22:46:02
MEDO DE DENTISTA EM CRIANÇAS
O medo de dentista em crianças é totalmente compreendido e esperado. É importante salientar que existem dois tipos de medo, o medo objetivo e o medo subjetivo. O medo objetivo é quando a criança já passou por alguma experiência desagradável no dentista, não necessariamente de dor, mas passou por um tratamento demorado ou foi atendida por um profissional que não estava preparados para atender crianças, por exemplo, deixando a desejar na abordagem psicológica. Já o medo subjetivo é quando a criança tem medo do desconhecido, quando ela ainda não sabe o que vai acontecer, mas isso já trás um certo desconforto para ela. Normalmente o medo subjetivo advém do ambiente familiar. A superproteção, a ansiedade e a apreensão exagerada dos pais são os principais fatores desencadeantes. E também quando os pais usam o dentista como forma de punição com frases como “se você não ficar quieto, vou te levar pra o dentista aplicar uma injeção”. É preciso levar em consideração que o ambiente desconhecido, pode gerar ansiedade e insegurança para a criança, isso é exteriorizado através choros, gritos e em alguns casos chutes e pontapés. Essas manifestações devem ser compreendido e respeitado, por que nos mostra o que a criança esta sentindo. A criança não é impedida de chorar, mas os tratamentos são realizados mesmo assim e sempre deve ser garantida a inexistência da dor. A figura do odontopediatra é muito importante independente do tipo de medo, é ele quem vai mostrar a criança que ir ao dentista pode ser divertido e vai tentar amenizar esse medo. Quando a gente lida com crianças, isso exige mais que esforço e dedicação. É preciso ter muita paciência, dom e principalmente amor incondicional por elas, digo incondicional por que lidar com crianças não é uma ciência exata, tem dias que elas estão bem e tem dias que não. Tem dias que você recebe mordidas no dedo, chutes e cuspidas e tem dias que desse mesmo pacientinho você recebe abraços calorosos e beijos molhados, e a gente tem que amar e respeitar elas nas duas situações. O ambiente lúdico também é muito importante e ajuda bastante a driblar o “medo”, isso é comprovado cientificamente. Lidar com crianças vai além do básico “diagnosticar- tratar”. Envolve inovação, criatividade, psicologia, tato. Fazemos a nossa parte, mas os pais também precisam colaborar, e evitar com que a ansiedade e medo deles sejam passados para a criança, de forma que venha a interferir no atendimento. Então os pais devem levar a crianças desde cedo ao odontopediatra, a fim de já ir acostumando-a, fazendo com que esse hábito torne-se rotineiro, evitar frases negativas com relação ao tratamento odontológico, evitar falar sobre experiências negativas que tiveram na frente da criança etc. Esses gestos são benéficos para a relação do dentista com a criança e assim conseguimos realizar o tratamento odontológico de forma satisfatória.
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