01/08/2018 13:09:57
Brasil
Guerra de tráfico e milícia em Santa Cruz pode ter sido motivada por traição
Liderança do tráfico deixou facção criminosa para se juntar a grupo de paramilitares comandado por Ecko. Morto em confronto nesta terça também mudou de lado.
(Foto: Reprodução/ TV Globo)

Os tiroteios constantes entre traficantes e milicianos e a disputa territorial pela favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, podem ter sido motivados pela saída de traficantes de drogas da facção que domina a região para entrar em um grupo de milicianos comandado por Wellington da Silva Braga, o Ecko. Na terça-feira (31), mais uma pessoa foi morta nos confrontos.

O traficante Hevelton Nascimento Júnior, conhecido como Bad Boy, teria trocado de lado, seguindo o antigo líder da facção no Rola, conhecido como Sonic, ter deixado a favela com enorme quantidade de armas e dinheiro.

Nesta terça-feira, equipes do 27º BPM entraram na comunidade e encontraram Bad Boy morto na Rua Jaú. Ele estava com diversas marcas de tiros e uma granada com pino ainda próxima ao corpo.

Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar fazem uma operação desde as 5h30 nas comunidades de Antares e do Rola. A região viveu mais uma madrugada de trocas de tiros entre milicianos e traficantes.

Até 11h, PMs apreenderam drogas na comunidade de Antares. Não há informações sobre presos nesta quarta.

O BRT chegou a interromper mais uma vez a Linha 17, ônibus alimentador que atende os passageiros da Avenida Cesário de Melo, por causa das trocas de tiros. O serviço foi retomado às 4h. A mesma rotina de interrupções tem se repetido nos últimos dois dias.

Este é o sexto dia de confrontos na região. Das cinco pessoas presas até o momento, quatro são policiais militares. Eles são suspeitos de facilitar a ação dos milicianos.

 

Fonte: G1

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