Dia 10 de outubro será uma espécie de “Dia D” para o senador Renan Calheiros (PMDB). O Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento de uma denúncia oferecida contra o peemedebista-mor de Alagoas para esta data.
Trata-se de um dos inquéritos nos quais ele é citado na Operação Lava Jato.
Se a denúncia for aceita pela Segunda Turma da Corte, Renan Calheiros se tornará réu em um processo penal. Decidirão os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
Lembrando: caso aceitem a denúncia, Calheiros se torna réu, o que não é sinônimo de culpado. Ainda terá - como deve ser - o amplo direito à defesa. Todavia, é um fato novo e tem seu peso político diante dos desgastes que Renan Calheiros já vem sofrendo.
Calheiros sabe desses desgastes. Tanto que tenta construir uma agenda positiva (tantas vezes já falei disso aqui neste espaço!), sendo oposição ferrenha ao presidente Michel Temer (PMDB) e se aproximando do condenado Luis Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), por ainda crer no capital político do ex-presidente.
Nessa denúncia - que é uma entre tantas - Calheiros é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele e o deputado federal Aníbal Gomes são suspeitos de receberem propina na forma de doação eleitoral. O valor é de R$ 800 mil para viabilizar um contrato da empresa Serveng Civilsan com a Petrobras.
Tanto Calheiros quanto Gomes alegam inocência. Ao falar do assunto em passado recente, o peemedebista de Alagoas frisou que teve suas contas eleitorais aprovadas e está tranquilo para esclarecer esse e outros pontos da investigação.
Fonte: Cada Minuto
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