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A economia brasileira segue crescendo a passos lentos. No primeiro trimestre de 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% em relação ao trimestre anterior. No acumulado em 12 meses, a economia brasileira avançou 1,3% até março deste ano.
O avanço do PIB ainda é pequeno para recuperar as perdas da recessão. Em 2015 e 2016, a economia brasileira recuou 3,5% ao ano.
Os dados fracos da atividade econômica no início do ano levaram economistas a revisarem suas projeções para o PIB do ano, que antes estavam perto de 3% e agora estão mais próximas de 2%.
Na semana passada, o próprio governo reduziu de 2,97% para 2,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018. Já a média dos analistas do mercado financeiro baixaram a previsão de alta do PIB para o ano de 2,50% para 2,37%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.
Segundo o economista Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, destaques da recuperação da economia no ano passado, como agronegócio e os setores de bens de consumo duráveis (veículos, utilidades domésticas e eletroeletrônicos) e de bens de capital (máquinas) continuam tendo um bom desempenho em 2018, mas ainda não houve uma difusão para outros segmentos.
"O que ocorreu é que a construção civil e o setor de serviços continuaram a ter um fraco desempenho. Com isto, a melhora do mercado de trabalho também se mostrou mais lenta, afetando a demanda dos bens de consumo não duráveis (alimentos, calçados, tecidos e vestuário) e de bens intermediários (metais e químicos)"
A taxa de desemprego permanece muito elevada, o que diminui o poder de compra das famílias, inibindo a retomada do consumo, um motor fundamental para o crescimento econômico.
No primeiro trimestre do ano, a taxa de desocupação foi de 13,1%, atingindo13,7 milhões pessoas. No trimestre encerrado em abril, o índice recuou para 12,9%, mas permanece acima do observado no final do ano passado. A subutilização da força de trabalho bateu recorde. Somados os subocupados e aqueles que desistiram de porcurar emprego, eram ao todo 27,7 milhões de pessoas nos 3 primeiros meses do ano, segundo o IBGE.
2 - Crédito caro
A taxa básica de juros alcançou o menor patamar da história, mas a redução da Selic ainda não foi repassada completamente à economia e ainda não fez o crédito deslanchar. Os juros bancários permanecem em patamar muito elevados e ainda não estimulam empresas e consumidores a investirem e consumirem mais.
Em abril, a taxa média do cheque especial era de 321% ao ano, e do cartão de crédito rotativo, de 331,6% ao ano.
Fonte: G1
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