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A violência doméstica configura um problema público grave que assombra a sociedade pelos números de mortes que proporciona e, ao mesmo tempo, está incorporada ao cotidiano das pessoas, como uma realidade de difícil solução. O assunto vem ganhando destaque na mídia nacional após as denúncias de agressão envolvendo dois participantes do programa Big Brother Brasil, da Rede Globo.
Em Alagoas, casos de violência contra a mulher como este estão sendo tratados de uma forma diferenciada, desde novembro de 2016. Com o programa (Re)Pense a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) está ofertando atendimento preventivo psicossocial aos acusados de violência doméstica contra a mulher para reduzir o quadro indicativo de reincidência.
O atendimento foi dividido em grupos de reflexão, formado por cinco acusados de agressão contra mulher. O primeiro grupo, finalizado no início deste mês, contou com oito encontros gerais e diversos atendimentos individuais, totalizando dois meses de atenção especial.
Segundo a psicóloga da Seprev, Klécia Patrícia, durante os encontros são realizadas diversas dinâmicas que enfatizam as questões de gênero e os temas que envolvem a Lei Maria da Penha. "Com o atendimento individual e em grupo, trabalhamos a reflexão do acusado de forma a educa-lo para evitar que ele volte a cometer o ato de violência", explicou.
Dados e Estatísticas
Em todo o Brasil, entre os anos de 1980 e 2010, cerca de 91 mil mulheres foram assassinadas. Deste total, aproximadamente 50% dos casos foram registrados na última década. A cada cinco mulheres, uma diz ter sofrido algum tipo de violência doméstica, das quais, 70% aponta o próprio marido como o agressor.
Em Alagoas, de janeiro a junho de 2016, as Delegacias dos Direitos das Mulheres de Maceió e Arapiraca registraram 2.405 ocorrências contra mulheres, das quais, 379 foram enquadradas na Lei Maria da Penha.
O segundo grupo de reflexão será iniciado no final deste mês, com atendimentos coletivos e individuais realizados na Casa de Direitos de Maceió, coordenada pela Seprev, e localizada no bairro do Jacintinho. O programa conta ainda com uma parceria da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) e a Defensoria Pública do Estado (DPE).
Fonte: Assessoria
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