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17/10/2017 11:43
Justiça
Julgamento do deputado João Beltrão
Deputado estadual licenciado é julgado pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas, 21 anos após homicídio do cabo Gonçalves.
Deputado estadual João Beltrão é acusado de mandar matar cabo da PM ( / Foto: Ricardo Lêdo/Gazeta de Alagoas)

 

Começou na manhã desta terça-feira (17) o julgamento do deputado estadual licenciado João Beltrão (PRTB), acusado de ser o mandante do assassinato do cabo da Polícia Militar (PM) José Gonçalves da Silva Filho, em maio de 1996.

 


O julgamento acontece no Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas. Acusação e defesa terão direito a uma hora de sustentação oral, cada uma. O desembargador João Luiz Azevedo Lessa é o relator da ação penal.

 


O deputado foi acusado pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) de ser o autor intelectual do homicídio qualificado que vitimou o cabo Gonçalves, na pista do Auto Posto Veloz, situado às margens da avenida Menino Marcelo, em Maceió. Ele não está presente no julgamento.

 


A expectativa da defesa de Beltrão é que ele seja absolvido. "Trabalhamos com a negativa de autoria. O Ministério Público não tem nenhuma prova da participação do acusado neste crime. Isto foi uma invenção do MP, baseado nas palavras do maior facínora desse estado, que é o Manuel Francisco Cavalcante", explica o advogado José Fragoso.

 


Ainda segundo o advogado, João Beltrão está sendo investigado pelo crime há 9 anos. "Inicialmente ele [Manuel Francisco Cavalcante] fez declarações, depois na instrução processual ele desdisse tudo o que havia falado. E disse que se quer tem conhecimento da participação de João Beltrão neste crime", diz Fragoso.

 


O procurador-geral de Justiça do MP, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, exerce o papel de acusação. No julgamento, ele disse que Gonçalves negou cometer uma execussão a mando do deputado.

 


"O cabo Gonçalves era mais um da cria do acusado. Era mais um que participava dos crimes a mando do réu, que fazia parte da gangue que há muito tempo devia ter sido desmanchada. Cabo Gonçalves se negou a executar um prefeito do interior, desafeto do acusado e passou a ser perseguido, sofrendo oito tentativas de homicídio", diz Alfredo Gaspar.

 


A sessão foi adiada por duas vezes. Primeiro, por causa de uma viagem pré-agendada por Beltrão no dia 12 de setembro. E depois, no dia 26 do mesmo mês, por falta de quórum.

 

 

 

Fonte: G1

 

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