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09/11/2017 07:53
Justiça
TCU aponta indícios de irregularidades nas obras do Canal do Sertão de Alagoas
Informação foi divulgada no relatório anual de consolidação das fiscalizações de obras, documento que foi encaminhado ao Congresso Nacional.
/ Foto: Divulgação/Agência Alagoas

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de irregularidades nas obras do Canal do Sertão de Alagoas. A informação foi divulgada no relatório anual de consolidação das fiscalizações de obras, o Fiscobras 2017, apreciado na sessão plenária desta quarta-feira (08). O documento já foi encaminhado ao Congresso Nacional.
O órgão encontrou indícios de sobrepreço decorrente de preços excessivos frente ao mercado em um dos contratos.

 


Das 72 obras com irregularidades graves, apenas 11 receberam indicativo de paralisação (IGP), o que corresponde a 15,3% das classificadas, e 11,7% do total de obras fiscalizadas. Entre elas, está o Canal do Sertão. A obra da transposição do Rio São Francisco tem o objetivo de levar água a 42 municípios do estado.
As informações deverão auxiliar a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) para definir a distribuição dos recursos orçamentários para o próximo ano.

 


Investigação

 


Entre as 94 obras auditadas, foram encontrados indícios de irregularidades graves em 72 delas, o equivalente a 76,5% do total. Os achados mais recorrentes foram: projeto inexistente, deficiente ou desatualizado (em 23 obras); e por sobrepreço ou superfaturamento (em 19 obras).

 


A recomendação de paralisação não se aplica à totalidade de cada obra, mas especificamente aos contratos fiscalizados. Cabe ao Congresso Nacional decidir se suspende ou não os recursos e se inclui cada contrato no bloqueio da Lei Orçamentária Anual de 2018.

 


A região Nordeste recebeu o maior número de auditorias (30), correspondendo a dotação orçamentária de R$ 3,4 bilhões. Em seguida, está a região Sudeste, com 24 fiscalizações (R$ 18,7 bilhões).

 


Suspensão

 


Em 2016, após examinar licitações destinadas à contratação das obras pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Alagoas (Seinfra/AL), o TCU detectou sobrepreço em serviços relevantes do orçamento, com valores acima da média praticada no mercado, e determinou que a Secretaria de Alagoas repactuasse os contratos para readequação dos valores.

 

 

Fonte: G1/AL

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